sábado, 29 de julho de 2017

O PODER DO COLETIVO



Coletivo: do latim collectivus, que abrange ou compreende muitas coisas ou pessoas.

Os bons observadores da natureza estão cônscios do fato de que os animais mais produtivos trabalham em conjunto. As abelhas, por exemplo, são insetos sociais, vivendo em colônias onde há divisão de trabalho. Uma família ou colônia pode abrigar até 80 mil abelhas e cada uma delas sabe o seu papel e serviço. 
Deus tem prazer no COLETIVO. Sendo UM, Ele é TRÊS e durante toda a criação, o tempo usado foi plural. Não é em vão que a PERICORESE nos quebrante tanto e esteja implícito em nossa natureza. FOMOS CRIADOS PARA O COLETIVO.
Quando o escritor de Hebreus nos exorta a "não deixarmos de congregar, como é costume de alguns...", o original refere-se a reunião, assembléia, ajuntamento, enfim, a prática da coletividade.
De novo às abelhas, elas desempenham um papel muito importante na natureza, polinizando as flores que virão a tornar-se frutos. Esse pequenos insetos estão diretamente relacionados ao processo de fecundidade da terra!
Que figura reflexiva.
No COLETIVO encontramos instrumentos de polinização. Ouvimos e falamos, somos exortados, encorajamos, suportamos e somos suportados, nossa natureza é confrontada (ferro com ferro se afia), encontramos espíritos-irmãos (como bem disse Henry Nouwen), comungamos, participamos da MESA, somos enviados... enfim, a partir da COLETIVIDADE, adquirimos força para a polinização dessa terra e  o cumprimento da TAREFA. O próprio Jesus conversando conosco disse: porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali Eu estou no meio deles.
A prática do coletivo é essencial para uma espiritualidade saudável e fecunda. Por mais desafiador que seja conviver com diferentes, estarmos juntos é o plano original da TRINDADE, mantendo em mente que: HÁ RESPOSTAS, DIREÇÕES, CLAREAR DE IDEIAS e MANIFESTAÇÕES DO CORAÇÃO DIVINO QUE SÓ OCORRERÃO NO COLETIVO. 

Sendo assim, permita-se COLETIVAR!





segunda-feira, 24 de julho de 2017

A EPIFANIA DO DESVINCULAR


Em sua busca cautelosa de ambientação, Ruana prosseguia lenta e desencorajadamente. Diferentes reações faziam parte de sua procura: barulhos excepcionais, risos altos, olhares afetuosos, dias cálidos, noites sombrias, desconfiança, medo, cautela...
As vezes tomada de êxtase e daquela antiga sensação de solo conhecido, recompunha-se e extenuava.
Tudo agora parecia oferecer um certo risco, até mesmo a CASA onde as paredes e assoalho deveriam exalar graça.
Como retomar? 
Sim, Dostoievski tinha razão quando afirmou: "...pessoas pareciam ter sido diluídas, correndo e passando por nós todos os dias, mas num estado de diluição".  
Ruana sentou-se à beira do caminho, sob o mito da sobrevivência, tomada de sentimentos insípidos. 
Perdida em seus devaneios, percebeu-se desinteressada por vidas anêmicas da verdade e possuídas pela religião.
Preferia o silêncio aos contos pessoais,
A superficialidade de histórias à narrativa de suas salas preciosas,
O olhar observador às explicativas.
Embriagou-se de epifania.
Naquele momento, exatamente naquele momento soube que ninguém, a não ser ELE poderia reativá-la. 
Resignou.