quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

RAIZ DE VENTO (?)




Somos, por natureza, seres "APEGADORES". O seio materno, nossa mãe (que é só nossa, grita a primeira infância!), nossos brinquedos, nossos amiguinhos, nossa cama, nosso quarto... a lista vai amadurecendo com o tempo (não se anime, estou sendo sarcástica), nosso primeiro amor, nossas escolhas, nosso LIVROS (pisando em terreno sagrado), nossas relações, nossos, nossas, meus, minhas, eu... enfim, um oceano de propriedades que nos tornam possuídores de "gentes", objetos, projetos e anseios.
Mal sabíamos nós, que quando sorvemos os primeiros segundos de vida nessa terra de peregrinação, seríamos ensinados a ABRIR MÃO voluntária, forçosa, alegre ou dolorosamente. Nenhum de nós manterá consigo TUDO o que já chamou de SEU. Fato!
Se é assim, porque sofremos?
Numa geração de valores alterados, TER é sinônimo de SUCESSO; mas os caminhadores não funcionam nessa vibração. Aprendemos que DIVIDIR é nobre; que repartir é COMPAIXÃO e que DAR é MANDAMENTO.
Ter TUDO, estar preso a NADA.
Outro aspecto aflitivo ao aprendizado é que em nossas vidas, assim como no KRONOS, existem estações: as flores em perfume nas primaveras serão tomadas pelas folhas secas dos outonos, a leveza e o frescor dos verões vestir-se-ão das cinzas e gélidas manhãs dos invernos. 
É assim, desde o GÊNESIS.
Claro que há um ponto ressonante em nós, filhos do ABA: estamos sob um governo. O mesmo que deu ordem ao caos determina nossas estações, bem como o que fica e o que deve sair. Talvez meus turbilhões escritos soem frios (por influência do último inverno pessoal), mas acredito na canção profética do RAIZ DE VENTO (ha ha ha, quem vai tentar enraizar o vento, meu povo?!):

DE TANTA COISA QUE PASSA COM A GENTE
O QUE FICA MESMO 
É O QUE É!


Então, permita-se PERDER.


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