sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

LECTIO DIVINA


                                   
   
Talvez concordem comigo acerca de uma necessidade quase visceral de nostalgia.
Sim, sou uma dependente sem negativas.
Exulto com discrição quando sou tomada de nostalgias e meu senso de estar aqui é dilatado, percebo uma sensação de destino.
Apesar do prazer do vício, ele não é de fácil encontro e quando o toco, todos os meus sentidos são aguçados e novamente percebo o quanto preciso "nostalgiar". O tempo para e tenho a exata impressão que mudei de lugar, datas e pessoas...  aquela deliciosa estranheza do dependente que pode suprir sua necessidade.
Nesses últimos dias, vi-me assim. Primeiro pelo olhar de Frank Laubach em suas tentativas de PRATICAR A PRESENÇA DE DEUS, mas o êxtase maior veio de Kathleen Norris em seu CAMINHO PARA O CLAUSTRO. No primeiro, vejo minha incansável (e às vezes frustrada) busca, no segundo, vejo o lugar onde meu coração anseia habitar; seja em ruas de Agostinho de Hipona ou em mosteiros de Gregório, o Grande.
Outros lugares, datas e pessoas. Estou no pico da minha anfetamina literária.
Percebo-me feliz. Não a felicidade descoberta, mas a íntima, que me impulsiona a escrever linhas que somente dependentes como eu compreenderão; e no cruzamento entre as batalhas aqui travadas e a LECTIO DIVINA, meu interior tem a plena convicção de liberdade.

Um comentário:

  1. Gostei muito do texto. Seu vocabulário é cheio de profundidade.

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