sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PENSAMENTOS ERRADOS SOBRE "UNÇÃO"



Quem de nós nunca ouviu (ou pronunciou) sobre ter a unção que pousa sobre o outro?! Encontra-se entre os jargões mais usuais do  "glossário" evangélico. Alguns de nós até já oramos para recebermos esta ou aquela unção...
O fato é que um dos significados da palavra UNÇÃO (gr.CHRISMA) passa pelo aspecto de uma PORÇÃO SEPARADA de um TODO sendo repartida a outro com objetivos específicos. Ungir alguém é capacitá-lo para cumprir algo para o que foi chamado.
É o próprio DEUS repartindo-se  ao homem, o CRIADOR dando de Si mesmo a criatura (isso é graça em sua essência!)
Partindo desse ponto, nenhum de nós pode GERAR UNÇÃO, não temos nada de bom em nós mesmos, nenhum poder que nos capacite a fazer por nós mesmos (ainda que estejamos convencidos que possuamos...), ouso dizer (e penso assim) que não está em mim a decisão de impôr minhas mãos sobre alguém e ordenar qualquer tipo de unção, a menos que, de DEUS tenha partido essa resolução e Ele próprio tenha decidido doar-se a esse alguém, e eu, serei apenas um fator de instrumentalidade na oração. Só isso!

Tenho um sentimento nauseado que me persegue acerca da frase:
- Quero sua unção, fulano! Imponha sobre mim as mãos para que eu receba da sua unção, beltrano!

Sou conduzida a 1 João 2:27 em seu simplificado conteúdo de que Deus compartilhou de Si mesmo a nós, O que é TUDO em todos doando de Si para o homem, e essa parte de Deus a nós compartilhada, é sustentada e mantida por Ele mesmo (sim!!! não temos o poder de promoção ou sustentação). Essa UNÇÃO nos instrui acerca de todas as coisas, nos convida a maturidade sobre Seu Caráter, Reino e Vontade. Diante dessa dádiva, carecemos de uma firme resolução: PERMANECER, não nos mover de, não nos tornar outro, NAQUILO EM QUE FORMOS SENDO INSTRUÍDOS!

Da próxima vez que pensarmos (ou falarmos) sobre UNÇÃO, devemos nos lembrar que é algo muito maior que demonstrações de capacidade para pregar, curar, ensinar, evangelizar, cantar, escrever, etc, etc; trata-se do DEUS SEM AUSÊNCIAS repartindo a SI MESMO CONOSCO visando um FIM PROVEITOSO!





OPACIDADE



Há dias onde o sol parece ter se ocultado, não ansiando por raios ou calor. Dias de densas nuvens e céu sombrio, dias de grandes afetamentos.
Dias assim dilatam nossas deliquências e reações, nossas carências e resoluções...
Em dias nublados SOMOS MAIS QUEM DE FATO SOMOS e começamos a perceber - se dermos atenção - do que o nosso coração está cheio, porque fatalmente, nossos lábios o denunciará.
E o espelho que amávamos em dias de glórias e aplausos, surge opaco e ameaçador, apontando tudo o que não queremos ver!
São dias de luto, de convites desagradáveis para negarmos nossa forte vontade, dias de verdades absolutas apresentadas e as mentiras sustentadas (por nós mesmos) enfraquecidas!
Num primeiro momento, dias escuros são cruéis, e de fato o são, porque nos apontam os lugares mais escondidos em nós; enxergar isso é uma visita ao nosso próprio mercado adâmico.
A razão fica engessada e o íntimo dilatado, nada grita mais alto que a nossa alma em dias assim.
Dispômo-nos a fuga.
...
Deus não abre mão dos ventos congelantes e de espelhos postos. Ainda que fujamos, Ele nos encontrará. Porque em dias assim, somos convidados ao óbito, e apesar de não compreendermos, a LUZ está sendo posta.
Nenhum de nós, que anelamos por verdade, seriedade e comprometimento seremos poupados.
Esse é o caminho, andemos por ele.