sexta-feira, 23 de setembro de 2016

44



São dias de avaliação.
Passando pela idade - em avarias e benefícios que traz consigo - encontrando escolhas, decisões e aprendizados.
Dos meus 44 tenho novas percepções:

- Vejo minha miséria de forma mais clara e quase sempre, desesperadora, tal ótica me remete à CRUZ e repentinamente, ouvindo Sua melodia, ponho-me a dançar.

- Exercito a SOLITUDE e o SILÊNCIO, não mais como disciplina, mas como nascente de vida e nutriente a sobriedade.

- Graduo-me no processo de que ninguém é para sempre, exceto os que de fato nos são dados pelo Eterno e resigno-me porque sei que também sou o "deixar" de muitos. 

- Regurgito em sinal de saúde. Saúde que compreende a mente, minha alma em estado de "obras" e a minha espiritualidade agonizante pelo LAR.

- Os sentimentos perdem a força lentamente e a Palavra toma a regência da orquestra. Orquestra de uma só canção.

- Dilato-me no DESTINO, agora mais madura, seletiva e atenta, características que só uma forte tempestade pode despertar num coração.

- O "desaproximar" oferece novo conceito, e subitamente sou tomada de afetos pelos PAIS que saíram ao deserto, compactuo-me com eles.

- Os músculos de minhas buscas estão ofegantes por sapiência, ternura e verdade; verdades sobre mim mesma, sobre o Cristo e Sua querência, e os ESCRITOS DE MEU ABA são os meus halteres.

- O verbo ATIVAR entrou em minha história com uma nuance que eu jamais imaginaria.

- Admiro-me de iguais com semelhantes dores e ainda maiores, que não negociaram a lealdade, a nobreza e a humildade. Urgêncio-me em vê-los triunfar.

- Mudei de estação, de pessoas, de lugares e credos; porém, permanecem as folhas secas, a compaixão, algumas memórias e as certezas plantadas em mim pelo Espírito.

- Em meus diálogos com os TRÊS, peço o que nunca antes pedi, com outra intenção, que de infante que era, não o suportaria.

- Expando-me em criatividade.

- Alegro-me nos filhos que temos.

- Vejo o homem da minha juventude com um misto de admiração, gratidão e amor maduro que me faz sorrir ao pensar em nosso mútuo envelhecer.

- Não me atemorizo com as marcas na face, todas elas possuem uma história de dias de dores ou exultações. São as carquilhas de estações passadas.

- Celebro comigo as conquistas que me encorajam, consciente de QUEM são advindas; 
as intempéries da jornada, que Nele, o meu Cristo, tornaram-se em fotos sem filtro que gritaram a verdade; 
às lagrimas, 
ao silêncio decidido, 
a espera, 
ao desenrolar do pergaminho; e por fim,
a confiança de que QUEM ESCREVE O ROTEIRO, escreve assentado sobre um TRONO.

Chego aos 44 anos de idade com a grande convicção de uma só palavra: GRAÇA!






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