terça-feira, 22 de março de 2016

EXPATRIADO



O sentimento de estar deslocada do meu local de origem envolve meu coração e lentamente faz-me ter esperanças em um futuro que almejo... Quase inexplicável (e humanamente incompreensível) sentir saudades de um lugar onde nunca estive, mas que me impulsiona convicta, de achar nele, o berço de quem eu sou. 
Estremeço.
Alimento-me da feliz expectativa de ver, ouvir e falar com meus heróis (todos, absolutamente todos estão em Casa), os que me conduzem a vislumbres de dias melhores:
Quero andar com Calvino e ouvir sobre suas internas lutas em se tornar um reformado legítimo;
Em Lutero, perceber o homem do CATECISMO MENOR encontrando-se com a FONTE DE TODAS AS COISAS;
Com Edwards, tricotar sobre as FIRMES RESOLUÇÕES,
Abraçar Guyon e ser consolada com o mesmo consolo que a envolveu quando de volta em casa;
Sorrir com as histórias de Brainerd, maravilhar-me com Farel (e contar a ele que inspirou o nome do nosso filho mais velho), sentar-me nos campos de trigo com Carey e olharmos literalmente para o que um dia nos foi figurado.
Embebedar-me com o Cristo presente de Elizabeth e atentar-me aos detalhes da pequena chama acesa no coração de Evan Roberts, ainda em uma mina de carvão...
A PÁTRIA abriga todas as riquezas que anseio,  fonte perfeita de inspiração.
Para um coração expatriado como o meu, cujos heróis já não mais caminham nessa terra do peregrinar, lateja uma esperança:

Estaremos TODOS JUNTOS, eternamente deslumbrados com a BELEZA e a DIGNIDADE Daquele que é o PRINCÍPIO E FIM.




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