terça-feira, 3 de novembro de 2015

A PATOLOGIA DO FILHO MAIS VELHO



" A parte do filho mais velho (presente em todos nós), encontra-se perdido. Tornou-se um estranho em sua própria casa. Não há comunhão.
Todo relacionamento é permeado pela escuridão. Estar com medo ou mostrar desprezo, ter de submeter-se ou controlar, ser um opressor ou uma vítima: estas são as opções para aquele que fica fora da luz. 
Os pecados não podem ser confessados, o perdão não pode ser obtido, não pode haver reciprocidade do amor. A verdadeira comunhão tornou-se impossível.
Conheço a dor desta categoria.
Nela, tudo perde a sua espontaneidade.
Tudo se trona suspeito, constrangedor, calculado e cheio de segundas intenções.
Não há mais confiança.
Cada pequeno passo requer uma retribuição; cada pequena observação pede uma análise; o menor gesto tem de ser medido.
Esta é a patologia da escuridão.
Há uma maneira de escapar? Não creio que haja - não do meu lado, pelo menos. Parece que quanto mais tento me desvencilhar da escuridão, mais escuro fica. Não posso sair do terreno da minha raiva. Não posso caminhar para casa, nem por minha conta, entrar em comunhão.
Isso precisa me ser dado.
A história do Filho Pródigo é a de um Deus que me procura e não descansa até que me encontre.
Ele insiste e suplica.
Ele me pede que deixe de me apegar a estados de espírito que levem à morte e me deixe alcançar por braços que me carregarão para o lugar que encontrarei a VIDA que mais desejo".


À MEL, e a todos os outros que lutam contra essa patologia... por Nouwen.



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