sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Reino no vale

                              


Num longíquo vale nas encostas do centro-sul chinês pode-se ouvir canções,
É fevereiro. 
Todas as famílias daquele lugar celebram, o vale é banhado pela melodia e as montanhas, bosques, árvores e planícies aguardam com expectativa pela canção que os remeterá ao Eterno.
São os Dongs.
De longe, vê-se DONG ZÚ. Ele caminha entre o seu povo, um misto de cor, alegria e esperança parecem reacender o seu espírito. Há apenas alguns dias experimentou o Cristo em seu íntimo, e agora, o novo é desvendado. Um alegria inexplicável toma o seu coração e por alguma razão, ele sabe, que o tesouro recebido precisa ser repartido.
Em sua vila, é fim de colheita.
DONG ZÚ aproxima-se da torre de sua família, seus olhos quase não alcançam o topo daquela construção pelos últimos raios de sol que vibrantes anunciam o fim de mais um dia.
Numa espécie de convocação do futuro, DONG vê o Espírito de Deus sobre o vale.
As torres, outrora reverenciadas, são apenas marco de uma cultura,
O medo dos ancestrais deu lugar a uma confiança firme Naquele que Vive,
O vale continua repleto de canções, canções que exaltam a Cristo. A natureza pode enfim dançar!
Atônito, DONG cai de joelhos, rosto entre as mãos, choro quieto:
- Pai, venha o Teu reino nesse lugar!


Nenhum comentário:

Postar um comentário