quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CONFISSÕES


                             

Durante os últimos 18 anos de minha vida, recebi em meu íntimo inúmeros filhos de Deus trazendo consigo a confissão de pecados. Ouvi todos os tipos de histórias: abusos ou vítimas deles, abortos, mentiras, sexo, pornografias, adultérios, indiferenças, mágoas, alianças rompidas, desesperos, etc... Um longa lista permeada de dores.
Sempre me ocorreram alguns pensamentos quando em frente às esses momentos:

1) Considero de muita coragem e dignidade cada um desses que vinham para abrirem seus corações, sob o meu ponto de vista, já estavam no "caminho de volta para Deus". Sempre os respeitei em suas dores e fragilidades porque sou exatamente o humano semelhante. Nenhum de nós está livre de nossas delinquências.

2) Percebo em todos nós que lidamos conosco mesmo que as vezes nos apegamos tão fortemente aos nossos pecados, que impedimos Deus de riscá-los e nos oferecer um recomeço inteiramente novo. Receber o perdão exige uma absoluta aceitação para deixar Deus ser Deus e fazer toda a cura, restauração e reparos. Enquanto nós, filhos do ABA tentarmos fazer isso por nós mesmos, obteremos soluções parciais.

3) Meus olhos assistiam a cada uma dessas histórias de confissões como o ESCÂNDALO DA GRAÇA e preciso admitir que isso me encorajou muito em minha jornada. Não há pecado maior que o sangue do Justo, não há como explicar essa dose de amor extravagante que anseia perdoar e aponta para um ABA profundamente AMANTE esperando o retorno do filho, e certamente vai vê-lo ao longe...
Essa graça que nós, o seu CORPO somos tão falhos em oferecer, afinal nos julgamos acima de deficiências, apesar do nosso discurso ser tão "religiosamente correto".

4) Admiro homens e mulheres que assumem sua humanidade, que não temem expor o seu verdadeiro SER e estão prontos para serem perdoados, se tornarem vítimas da MISERICÓRDIA e GRAÇA. Sou profundamente grata a todos os que confiaram a mim suas fragilidades, eles não têm dimensão do quanto me ensinaram com sua coragem e lágrimas sinceras de "quero ser diferente disso".

A todos estes, incluindo a MIM MESMA, um veredicto eterno: 
- MISERCÓRDIA é Deus não dando ao homem aquilo que ele merece e GRAÇA é Deus dando ao homem aquilo que ele não merece. 
Ninguém sabe do nosso íntimo ao não ser nosso ABA, ouçamos a Sua voz, sejamos abraçados por Ele, lembrando-nos sempre que contra o PERDÃO DIVINO NÃO HÁ ARGUMENTOS, afinal é somente isso que interessa. (Que me perdoem aqueles que se consideram aptos a julgar!)






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