segunda-feira, 31 de agosto de 2015

PRIMAVERA, lá vem ela!



Estações também marcam a nossa peregrinação, elas são a lembrança para um fim que chamaremos COMEÇO, onde tudo será claro e palpável.
Esse SETEMBRO vem com novo sabor, novas expectativas, uma liberdade que me impulsiona para os braços do ABA, sem medos, receios ou impasses.
Minha primavera está vindo...
Meu íntimo estremece ao recordar o JUBILEU, ahhh Jerusalém, se eu me esquecer de ti...
Um novo livro, novos rostos, coração amadurecido no legado do sofrer.
Liberdade!
Corro para o colo do meu ABA, ouço-O perguntar: Que desejas?
A resposta mudará o rumo, o traço, o destino!






domingo, 30 de agosto de 2015

O VENTO SOPROU MAIS FORTE NESSA MANHÃ...




Em meio as cinzas e o medo
Sinto Sua mão me levantar,
Forte e segura
Apontando o caminho!

O Vento soprou mais forte nessa manhã
Levando minhas lágrimas e dúvidas,
O Vento soprou mais forte em meu coração
Cantando nova melodia!

A mesa é voluntária,
Como também o avançar,
Meu destino sorriu com intensidade
E me beijou, sim, me beijou!

O Vento soprou mais forte nessa manhã
Eu não vou resisití-lo,
O tempo corre, as horas gritam
E o Vento precisa de mim.

O vale está em movimento,
Ossos se encontram e se encorajam
Há vida surgindo da morte,
Há uma semente a ser guardada.

O Vento soprou mais forte nessa manhã
E tocou minha razão,
O sol está alto, quase meio dia
E eu posso sentir seu calor em mim...

Conhecer Sua mente,
Desvendar Seu conselho,
Eis a minha vocação...
Zelar pelo grão que vai morrer,
Chorar, abraçá-lo e então partir
O Vento soprou mais forte nessa manhã
E Ele disse:
" - Viva por isso, morra por Mim"!

Ariadna de Oliveira

Canto em DESencanto! (1* sinfonia)




É quando a casa, de tempos que tem,
Empurra a tinta da parede em cor,
Aponta o cimento, o duro concreto,
Levando a memória do exímio pintor.

Também o é no silêncio do instrumento
Deixado de lado em dias sem som,
Restando o metal, sem ter quem o toque,
Agora uma peça, sem graça e sem tom.

É a flor que partiu nos ventos do sul,
Voando sozinha na terra vagou,
Para enfim, em dias de morte,
Deitar-se aos pés de quem a plantou.

A terna criança, agora crescida,
Deixando a infância, adoecida...
Adoecida da vida, os males que a espera,
Abraçando seus dias de marca e mazela.

A borboleta que voa sem encontrar,
O pólen da vida para sugar. (A flor pereceu no terceiro verso...)

A chuva escassa que não quer cair,
Ressecando a terra para enfim a ferir!

É a eternidade outrora tocada,
Agora distante, desvinculada!
Sem o ardor, o brilho e a canção,
Só o humano, sem cor, sem paixão.

É a imagem de ontem,
Coberta num manto
Escrevendo meu canto
Em desencanto!


Por Ariadna de Oliveira

DIREÇÃO





Por muito tempo a cidade foi o lugar mais seguro da terra, ainda que todas as estações oferecessem suas secas e colheitas, era o melhor lugar para voltar...
Ali nasceram pessoas, as lágrimas e gargalhadas fundiam-se num impressionante balé de cores e músicas! Tudo parecia tão LAR.
Não se costurava em seu coração nenhum outro retalho, sentia-se vestida e desnuda com a mesma liberdade, podia falar da eternidade e de sua humanidade com as mesmas pessoas sem vê-las afetadas em admiração e escárnio (claro, com algumas pessoas...)
Era seu lugar!
Ninguém sabe ao certo quando o vento soprou para outra direção, mas ela soube com o passar dos dias...
Seu rosto ousou olhar para as bandas do azul em movimento e uma imagem turva foi alinhando-se devagar, entre ondas e barquinhos, a imagem foi ficando alta e cada vez mais próxima...
Sem dúvida, era hora de asas de pomba.
O terreno seguro de outrora tomou novos sabores e as histórias guardadas, trancadas em ética e compaixão vão sendo esquecidas por seus protagonistas!!! Como seria se a caixa se abrisse e jogasse fora tudo o que guarda??? Não será, por compromisso, por decisão, por seriedade!
Enfim...
Uma névoa atrativa, quase misteriosa e profundamente válida, por onde se mergulha e vai desaparecendo lentamente...
Um novo capítulo.


Por Ariadna de Oliveira

COMO EXPLICAR?




Como resolver essa saudade
De um lugar que eu nunca vi,
Dos olhos eternos que me contemplam,
O sorriso apaixonado que me cativou...
Sou como um peregrino em floresta densa
Procurando por um ponto de luz a me guiar,
Um vento, uma canção, uma forma de partir
Que complete o vazio em MEU coração.

Recorro às vozes que do passado ecoam,
Encontro Guyon em sua masmorra,
Nome do Amado costurado no peito
Profundo anseio a sucumbi-la...
Toco em Elisabete dos TRÊS e a escuto sussurrar:
"Ariadna, dentro de você há uma santuário que não pode ser violado, no qual se passam as coisas "mui secretas entre Sua Majestade, o REI e você".

Estou aqui, voltando lentamente
Um pouco tímida no meu "extravagar"
E avanço resoluta, perseguindo
Não uma história, mas AQUILO QUE SOU!


Por Ariadna de Oliveira

À BRENNAN MANNING...




A chuva caiu mais lenta naquela manhã,
Partia um miserável abraçado pela graça.
O IMPOSTOR foi então vencido,
Enfim tomado pelo ANSEIO FURIOSO DE DEUS...

Brennan de muitos tons,
Pensamentos,
Lágrimas
E paixões.

Manning de um só ABA,
Contemplativo,
Compadecido,
Contemporâneo.

Homem que beijou a Cruz,
Fez dela poesia e encanto
Sem deturpá-la,
Sem ofendê-la,
Sem teoria,
Andou em vida,
Amou a VIDA
E partiu ao SEU encontro.

Sua "nota" permanece,
No maltrapilho,
Na solitude,
Na colcha de retalhos.
Que os céus, agora em festa
Beijando o filho recém chegado
Destile sobre nós, ainda em terra,
De Brennan, o seu forte legado!


Ariadna de Oliveira

VESTIDO NOVO




É assim que se contam meus ciclos? 
Com novos vestidos a coser? 
Vivendo em diárias descobertas, 
O CRONOS no KAIROS, 
O dia no viver.  

Estou tão absorta em tempos, 
Sem meios, começos ou fim 
Que tudo me parece estranho 
Ainda que mais claro a mim! 

Praticando o JARDIM 
Na Palavra, em quietude e silêncio, 
Diante da MESA ouço-O falar 
Arrefeço-me em indagações, 
Persegue-me o medo de errar. 

Solitária de "gentes" 
Aproximo-me... 
Assinam-me filtros, 
Tranquilizo-me. 

Encorajada a avançar, 
Em canções, perfumes e madrugadas 
Rendida aos TRÊS, 
Estou fadada, 
No íntimo, exulto,
Na prática, entrego-me! 

Sorrio timidamente, 
Não sei o que me espera (ainda!) 
Mas vou... Ele é confiável 
Está chegando a PRIMAVERA!



terça-feira, 18 de agosto de 2015

CASA DO ACOLHIMENTO



Em dias de nuvens densas e escuras, onde o nosso coração batia em descompasso, em inconstantes movimentos de uma fé inabalável e dúvidas humanas, o ABA cuidou de formar um caminho para Si mesmo dentro de mim.
Como disse uma grande amiga: Na expressão Paterna de Deus, o Seu caráter é de acolher, e de fato o foi.
A casa tinha cheiro de afetos, de compaixão e de inclusão. Um lugar possuído pelo HOMEM DE DORES.
Não foi pela atenção, pelas comidas ou pelas "gentes maravilhosas" que passaram por lá, mas pela PRESENÇA PATERNA SUAVE E VIOLENTA (o paradoxo mais envolvente de toda a eternidade) que me visitou e me fez avançar.
Não pela efusão de alegria, mas pelo convite de aprofundar-me no ABA;
Não pela sensação de "EU SOU SEU PAI e ESTAREI LÁ", mas pelo caminho que começo a trilhar.
Qualquer verbalizar seria frágil para o que se forma e dentre todos os lugares onde o ABA poderia ter me levado para presentear-me, Ele escolheu VOCÊS: Valter e Marta, a casa onde o PAI ACOLHE.
Jamais esquecerei isso.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A SÓS...



Madrugada,
Silêncio das "gentes",
Coração disparado,
Um convite.
Aproximo-me,
Assento-me,
Ele está aqui, sempre esteve, sempre estará.
SEMPRE no sentido ETERNO da palavra.

ABBA...




sábado, 8 de agosto de 2015

MEU PAI TEM MÃOS FORTES!



Ao longo de nossas vidas, vamos armazenando imagens, sons, lembranças...
Hoje pensei nos dias da minha infância onde meu pai, Anivaldo, costumava caminhar comigo de mãos dadas. A recordação foi tão viva que pareço sentir a força de suas mãos agarradas às minhas enquanto andávamos pela nossa cidade conversando sobre muitas coisas... Engraçado, não me lembro do teor dos assuntos, mas a segurança de suas mãos apertando as minhas é uma imagem viva ainda hoje.
Naqueles momentos eu me sentia protegida, querida, guiada. Tinha a clara impressão de que nada poderia me acontecer, minhas pequenas mãos estavam enterradas naquelas mãos fortes e "grandonas".

Ontem (07.08.15) entrei no quarto de meu pai, lá estava ele, imóvel, de olhos cerrados, lutando com mais uma crise infecciosa que o manteve alguns dias no hospital. Aproximei-me, toquei o seu rosto, nenhuma reação... 
Pareço ter ouvido um suspiro mais forte, mas não sei dizer se realmente ocorreu ou se trata do meu anseio de vê-lo saudável, alegre, de pé... 
Retirei o lençol que o cobria e tomei a sua mão, a pele está fina, os dedos muito inchados pelo tempo passado no hospital, imóvel. 
Tomei-a e a fiz descansar sobre a cama.
As mesmas mãos que um dia encheram meu coração de tranquilidade...

Hoje (08.08.15), logo pela manhã, vou para o LUGAR SECRETO e encontro-me exposta à Palavra, meu sustento, alívio e vida. Começo a leitura de Josué e deparo-me com essa porção:
- A mão do Senhor é forte... (Js.4:24)
Essa pequenina frase tomou profundamente o meu interior. Fechei a Bíblia e O ouvi dizer:
- Ariadna, EU, o seu PAI tenho MÃOS FORTES!!!




quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SILENCIAR



O chamado ao silêncio é uma decisão.
Silenciar para as distrações e praticar o LUGAR SECRETO.
Silenciar nos aproxima do SAGRADO,
Nos faz vencer nossa natureza e amar o não amável!
Silenciar nos acrescenta,
Faz-nos desejar o bem em toda a sua intensidade àqueles que nos espreitam,
Faz-nos olhar com os olhos ternos, ainda que tomados das águas da aflição.
Silenciar é um chamado:

GUARDA SILÊNCIO E OUÇA, Ó ISRAEL! Dt.27:9