sexta-feira, 24 de julho de 2015

Um SALMO pela manhã...

         
 

Meu Papai,
O meu silêncio está vestido de perplexidade,
Pela maldade do coração humano.
O meu silêncio está vestido de espanto,
Pela estranheza do coração humano,
De fato, todos nós assentamos à mesa, tomamos um pedaço do pão e saímos para fazer o que estava em nossos corações...
O meu silêncio está vestido de fraqueza,
Pelo inesperado daqueles a quem amamos,
As palavras que tentam nos matar,
A incredulidade que passeia por perto.

Então, procuro refúgio em Tua verdade,
E faço dançar minhas lágrimas por entre verbos,
Com a esperança, ainda que diminuta,
De que o VERBO me encontre e grite bem alto: EU SOU!

Socorra-nos Deus!




sábado, 18 de julho de 2015

PLEROO



O Convite é nobre e possível:
- Filha, não se intoxique ou embriague-se com o que pode deixá-la agitada, com pensamentos e sentimentos em fervura. O fruto disso é descontrole e desperdício de vida, energia e emoções.
Quero que seja cheia do Meu Espírito, vamos, experimente o PLEROO! Permita-se ser preenchida ao máximo, abundantemente, suprida liberalmente. 
Foque seu olhar e fala em Minha Palavra; exponha-se ao Vento e retire Dele sua inspiração para cantar e poetizar. Lembre-se: Seja grata por todas as coisas e em todos os momentos.
Ceda, coopere, assuma responsabilidades, leve cargas dos outros segundo a orientação do Seu Cristo.

Reflito um pouco, revejo tesouros, entro numa escala progressiva de canções e poemas que só Ele poderá compreender e isso é tão confortador.
Aliada a "estranheza do retorno" um discreto sentimento da SOBERANIA sobre o TRONO.

MEU PAI...




A dor que corta minh'alma é lida pelo AUTOR, aguda, profunda e contínua...
Seu sorriso secreto, seu olhar distante, lágrimas escassas que às vezes consigo perceber.
Sinto sua ausência PAI, sinto com a força que há em mim.
Quero te falar sobre a vida hoje, os cortes que sofri, o choro que derramo, os caminhos com flores e pedras, música e silêncio...
E ouvir seu coração pontuando-me e dizendo a verdade com a doçura que constrói.
Temo não poder fazê-lo mais nessa terra da nossa peregrinação.
Sigo com um aperto bem dentro,
Meio menina, sua menina...
Meio gente grande que você assistiu crescer.
Olho para ELE, o nosso primeiro AMOR e peço que na TRAVESSIA venha tomar-te, meu pai, pela mão.
E estou certa, ELE VIRÁ...