quinta-feira, 11 de junho de 2015

NÃO FOI...



Não foi entre os seguros que encontrei dependência exemplar,
Nem entre os saciados "aquele sorriso" de SIM, conhecemos o padecer.
Não foi entre os eruditos, o melhor conceito de adorar,
Nem entre os mestres, a força para permanecer!

Não foi nas belas casas que assisti a entrega,
Nem em palácios montados, o ajoelhar sem reservas.

Foi na FOME do homem, da mulher e da criança,
Na noite que abraça mais um dia sem pão,
Nas lágrimas discretas da viúva que sobrevive,
Na insistência dileta do querer continuar.

Volto a mim mesma, sem paciência, em vergonha
Consigo cada dia menos "enfeitar" o viver,
Entendo Tereza em seu grito de CAUSA, dizendo:
- Foi lá que descobri o que é SER!

Que me perdoem os satisfeitos e imunes (ou não perdoem...)
De vida breve e sem ter o que ensinar;
Volto meus olhos para um povo distinto
Que sem pretensão enobreceu meu destino
E avançam em silêncio ensinando-me a AMAR.

(Às negras e nobres "gentes" do HAITI, que me ensinaram em dias o que em anos não consegui aprender aqui!)



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