quinta-feira, 11 de junho de 2015

DONA MULHER



Ela cantou para mim a ausência,
Apontou em sua resignação como substituir UM alguém que já se foi...
Chorou quando a sua filha disse:
- Mamãe, eu quero um pai.
Respirou fundo e colocou-se em seus muitos papéis.
A mistura do calor, a casa de lona, as três filhas ao redor produziram aqui uma tatuagem.
Eu as vejo quando entro dentro de mim...
Os dias passaram e lá vem a mulher,
Quieta, pausada, serena...
Sobre suas pernas começa a lavar o pó dos nossos dias por lá.
Observo ao longe... É ela.
- Quer alguma coisa, Dona Mulher?
Sorri inteira e me quebra por dentro:
- Apenas serví-los para agradecer.




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