terça-feira, 28 de outubro de 2014

OS CICLOS DO NEGUEBE



Completamente entregue à lida da batalha,
Compreendendo não ser minha, a MÃO que a história talha,
Ora em solitude,
Ora plena de "gentes",
Aprendendo a discernir o eterno do temporal.
Eu avanço pelos ciclos do Neguebe
E sei que antes da chuva abundante,
Das torrentes que inundam,
Serei marcada pela seca,
A aridez que me confunde,
O silêncio que me faz chorar.
Com o olhar fixo no Cristo,
Em terras dantes tatuadas pelo sofrer
Recebo a chuva que me aviva,
Que me conforma,
Que me prepara como instrumento legítimo
Me assemelhando a FONTE ÚNICA de poder.
Ahhh, dias de semear em prantos,
Com desolação aparente a sorrir,
Para enfim colher os frutos
Para o AGORA e o que há de VIR!!!




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